Memorial do Casal de Monte Redondo


      Este monumento pretende perpetuar factos e datas alusivas à evolução histórica do casal de Monte Redondo e das terras que em tempo integraram esta Paróquia e Freguesia, desde o início da sua ocupação humana e povoamento à actualidade. É constituído por dois elementos: nove marcos e respectiva base desenvolvida em espiral:
      – os marcos são uma alegoria simbólica ao conjunto de efemérides, agrupadas em períodos seculares, que assinalam a construção social do casal em particular desde o século XIII, ao século XXI. A altura é proporcional a cada um dos séculos (<séc. XIII a séc. XXI – 130 a 210 cm), registado no topo;
      – a base, desenvolvida em espiral, simbolizando o decurso do tempo, que, depois do último marco, como “um rio do tempo” desagua em toda a área que circunda o monumento, liberta de qualquer elemento decorativo, pretendendo com isso representar a incógnita dos possíveis desafios do futuro.

      O movimento ascendente dos marcos recorda o povoamento gradual desta área; cada um evoca o esforço dos habitantes na construção dos casais e na consolidação das actividades económicas e de subsistência das famílias aqui radicadas. O ponto central da espiral simboliza a antiguidade do povoamento deste território e os documentos e efemérides ancestrais relativas à construção social da freguesia.

Efemérides

      Séc. XIII – Em 1278 fez-se a doação, por parte de Estevão Gomes de bens que possuía em Monte Redondo, ao Mosteiro Cisterciense de Alcobaça (S. Gomes, 1986);
      Séc. XIV – Aforamento a João Domingues e a Iria Anes da herança que tinham em Monte Redondo (1310). Os emprazantes “obrigavam-se a fazer cultura de pão, vinho, olivais e pomares” (S. Gomes, 1986). Outros aforamentos;
      Séc. XV – Carta de aforamento, feita pelo referido mosteiro em 1414, a “João Rodrigues Cebolinho e sua mulher” de uma herança que traziam neste lugar (S. Gomes,1986);
      Séc. XVI – Os habitantes de Monte Redondo e de uns lugares, casais e moinhos próximos (Coimbrão e Ervideira), requereram a D. Pedro Castilho para constituírem paróquia independente e lhes foi concedido (1589). Nesta terra de prazo da comenda de Alcobaça havia uma ermida dedicada a Nª Sra da Piedade (O Couseiro);
      Séc. XVII – Criação da nova freguesia do Coimbrão (1636), promovida pelo bispo de Leiria, D. Pedro Barbosa, que “desmembrou da freguezia de Monte Redondo, os Coimbrões, e levantou freguezia, da invocação de S. Miguel” (O Couseiro);
      Séc. XVIII – Resposta dada pelo pároco João Costa e Silva, ao Inquérito nacional promovido pelo Secretário de Negócios do Reino – “Memória Paroquial de 1758”;
      Séc. XIX – Construção do marco geodésico de 1ª ordem, base de triangulação geodésica do continente português; Construção da linha férrea do Oeste; Inauguração da Igreja Paroquial; Criação da Filarmónica Nª Srª da Piedade;
      Séc. XX – Construção da Escola Primária na sede do lugar e de outros equipamentos sociais; Industrialização e electrificação da freguesia; 1ª centenário da Feira dos 29; Crescimento da população e das actividades económicas que permitiram a criação da freguesia da Bajouca;
      Séc. XXI – Elevação da povoação de Monte Redondo à categoria de Vila (9 de Dezembro); União de Freguesias de Monte Redondo e Carreira.

Jorge Carvalho Arroteia
Augusto Mota
27 de Junho de 2014

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